terça-feira, 2 de junho de 2009

Resistência "A História de uma mulher que desafiou Hitler".



RESISTENCIA.
AGNES HUMBERT.
Autobiografia - 344 PÁG.
ED. NOVA FRONTEIRA.
R$8,00
NOTA 05/07

RESISTENCIA – A HISTORIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU HITLER (344 PG – R$8,00) CONTA A HISTORIA DE AGNES HUMBERT. UMA MULHER FORMIDAVEL QUE ALEM DE BRILHANTE, FOI LIVRE, MODERNA E TEVE UM AMOR PELA SUA PATRIA FRANÇA INCOMUM, CAPAZ DE FAZÊ-LA SUPORTAR “FELIZ” TODAS AS ATROCIDADES VIVENTES EM UMA GUERRA.
EM UMA ESPECIE ÚNICA, QUE MISTURA DIARIO E MEMORIAS, AGNES NOS RELATA NO LIVRO, AS CRUELDADES QUE FOI IMPOSTA A VIVER, PARA PODER VER SUA FRANÇA LIVRE DA ALEMANHA NAZISTA DE HITLER.
NOS CONTA COM DETALHES MINUCIOSOS PEQUENOS GESTOS DE HOSTILIDADES DOS GUARDAS DA SS, E AINDA ASSIM MATEM DE FORMA SUSTENTAVEL A SUA DIGNIDADE, PROPORCIONADA AS VEZES (E NÃO FORAM POUCAS) POR CENAS COMICAS, PROVINDAS DE PIADAS IRONICAS E SATIRIZADAS.
AGNES LUTOU COMO PODE E BRAVAMENTE CONTRA A INDIFERENÇA O RACISMO E AUTORITARISMO NO PERIODO ENTRE GUERRAS, E APÓS ESSE FOI PEÇA FUNDAMENTAL PARA CONDENAÇÕES E PRISOES DOS RESPONSAVEIS PELAS CHACINAS NA DECADA DE 40.
FOI UMA DAS PRINCIPAIS FUNDADORAS DO MOVIMENTO REVOLUCIONARIO “RESISTENCIA” QUE TEVE SEUS PRINCIPAIS INTEGRANTES FUZILADOS OU PRESOS NOS CAMPOS DE TRABALHO OBRIGATORIO. SE POR SORTE OU NÃO, ELA PROPRIAMENTE FOI PARAR EM UM DESTES CAMPOS, ONDE PASSOU FOME, NOITES MAL DORMIDAS E SOFREU NA INDUSTRIA DE SEDE ARTIFICIAL, CUJOS OS ACIDOS CEGAVAM E QUEIMAVAM A PELE DE SUAS MAOS, DEIXANDO EXPOSTAS A CARNE VIVA.
O NOME NÃO PODERIA SER MELHOR APROPRIADO, RESISTENCIA FOI O QUE TEVE A NOSSA HERONIA, COM GARRA, FORÇA E PRINCIPALMENTE AMOR PELOS SEUS, E PELA SUA PATRIA.
O QUE NOS PROVA QUE CONTRA A GUERRA O MELHOR REMEDIO É O AMOR.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Hancock



QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, QUEM JÁ LEU CRITICAS QUE DEPRECIAM FILMES COMO A MENINA DE OURO; CASABLANCA OU QUALQUER UM ESTRELADO POR CHUCK NORRIS!
FALAR BEM DE FILME BOM É FACIL, DIFICIL MESMO É FALAR BEM DE FILME MAIS OU MENOS.
E SE ALGUEM SOUBER A FORMULA PARA ISSO, POR FAVOR, COMECE ESCREVENDO UMA RESENHA SOBRE HANCOCK.
UM FILME QUE NÃO É ESPETACULAR O SUFICIENTE PARA SER INDICADO AO OSCAR, CANNES OU BERLIM E TAMBEM NÃO É RUIM O BASTANTE PARA SER PREMIADO COM O FRAMBOESA DE OURO.
A ESSE TIPO DE FILME DAMOS O NOME DE: “FILMES MAIS OU MENOS”
EM QUE SE PRODUZEM CADA VEZ MAIS E GOSTAMOS CADA VEZ MENOS.
O FILME TEM COMO PONTO ALTO O TALENTO DE WILL SMITH E A BELEZA DE CHARLISE TERON, QUE APESAR DO PAPEL FRACO QUE LHE SUBMETERAM, AINDA ASSIM CONSEGUE SE MOSTRAR COMPETENTE E CAPAZ DE OFERECER BEM MAIS QUE UM ROSTINHO BONITO.
O FILME É DIVIDIDO EM DOIS TOPICOS, O PRIMEIRO EM QUE SE CONHECE O ANTI HEROI, ODIADO PELA SOCIEDADE POR SEUS MODOS DESLEIJADOS, E QUE FOGE AO PARADIGMA DA BOA CONDUTA DOS SUPER HEROIS CONVENCIONAIS E O SEGUNDO EM QUE SE INSTALA O CLICHÊ HOLLYWOODIANO:
LUTAS MEGALOMANIACAS E DESTRUIÇÕES TORRENCIAIS.
A TRAMA É FRACA E PREVISIVEL, MAS NÃO DEIXA DE SER DIVERTIDA, UM BOM FILME PARA FUGIR DO ESTRESS DO TRABALHO OU PARA LEVAR OS FILHOS COMO RECOMPENSA POR BOAS AÇÕES E POR NÃO CHAMAR NINGUEM DE OTARIO.

ASSISTA

Aventura
92 min.
EUA – 2008
DIREÇÃO: PETER BERG
ROTEIRO: VINCENT NGO E VINCE GILLIGAN
(WILL SMITH, CHARLIZE TERON, JASON BATERMAN)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Liçao Final



A LIÇÃO FINAL.
RANDY PAUSCH.
Auto Ajuda - 253 PÁG.
ED. AGIR.
R$8,00
NOTA 00/00


QUE EU ODEIO GARÇONS, MEU CUNHADO E MAIONESE, TODO MUNDO JÁ TA CANSADO DE SABER, O QUE NINGUÉM IMAGINA, É QUE EU ADORO DESAFIOS, COMER A COMIDA DA MINHA MULHER É O MAIOR DELES.
ESTE ANO, COMO PROMESSA, DECIDI ENFRENTAR OS PIORES DESAFIOSE RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS FUTEIS NA MINHA VIDA, JÁ OBTIVE VARIOS PROGRESSOS, DEIXAR DE TER MEDO DE BARATAS POR EXEMPLO.
POREM, O MAIOR DESAFIOS DE TODOS PARA MIM, É LER LIVROS DE AUTO AJUDA, JÁ HAVIA TENTADO POR DUAS VEZES, E O MAXIMO QUE CONSEGUIA ERA LER O TÍTULO DOS LIVROS.
PORTANTO, “LIÇAO FINAL” FOI A VITORIA.
CONSEGUI LÊ-LO DE CABO A RABO, SEM PULAR PAGINAS E CONTROLANDO O DESEJO DE ATIRÁ-LO PELA JANELA.
PARA PODER DIVERSIFCAR MEUS CONHECIMENTOS E SUPERAR MEUS DESAFIOS.
BEM...
NA VERDADE, NÃO FOI BEM ASSIM...
ISSO NÃO PASSA DE UMA MENTIRA – UMA GRANDE MENTIRA, EU AINDA ODEIO MEU CUNHADO E SEQUER TENHO MEDO DE BARATAS, APENAS DECIDI CONTAR ESTA HISTORIA PARA DISSIMULAR A MINHA FALTA DE ATENCAO E O LAPSO EM TER ADQUIRIDO UM LIVRO DE AUTO-AJUDA.
EU PODERIA DIZER QUE O LIVRO ME CAIU SOBRE AS MAOS COMO OBRA DO ACASO E SEM TER O QUE LER, NEM MESMO BULAS DE REMEDIO E NEM CATALOGOS DE REVISTAS, ENFRENTEI ESSE DILEMA; MAS MINHA CONCIENCIA NÃO ME DEIXARIA DORMIR A NOITE, E TERIA PESADELOS VIVENDO CADA CAPITULO DO LIVRO ATE QUE CONFESSASSE O MEU DELITO, NÃO O DE MENTIR, O DE LER UM AUTO-AJUDA.

A VERDADE DOA A QUEM DOER...

APESAR DO OBVIO, TIVE A IGNORANCIA DE COMPRAR UM LIVRO, SEM LER A RESENHA, ESQUECENDO A PREMISSA DO “NÃO SE COMPRA UM LIVRO PELA CAPA” E DEU NO QUE DEU.
FORAM HORAS DIFICEIS, MOMENTOS TORTUOSOS MAS NO FINAL EU SOBREVIVI. O ÚNICO PROBLEMA QUE AO FINAL DA RESENHA, NADA FOI DITO SOBRE O LIVRO.
TAMBEM, SOBRE LIVROS DE AUTO AJUDA NÃO HÁ NADA O QUE DIZER.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Eclipse


ECLIPSE

STEPHENIE MEYER
E-BOOK
NOTA 02/07

PARECE QUE A FORMULA QUE MEYER USOU PARA CONQUISTAR MILHARES DE FÃS AO REDOR DO MUNDO COM OS SEUS DOIS PRIMEIROS LIVROS (CREPÚSCULO E LUA NOVA) NÃO TEVE ÊXITO NO TERCEIRO LIVRO DA SERIE, ECLIPSE É UM LIVRO MAÇANTE, EM QUE CADA CAPITULO RODEA O MESMO ASSUNTO E NO FINAL, O LIVRO ACABA SENDO SOBRE O NADA.
APESAR DO SURGIMENTO DO CIUMES, SEXO, E OUTROS SENTIMENTOS SEMPRE PRESENTES NESTA FASE DA ADOLESCENCIA, AINDA SIM MEYER, PARECE TER PERDIDO O TEMPERO, BELLA SE TORNOU UMA PERSONAGEM, SEM GRAÇA, E APESAR DA INDECISAO SER QUALIDADE PRESENTE NESTA FASE DA VIDA, ELA SE TORNOU ODIOSA, EGOISTA.
SALVO A LUTA EM QUE LOBOS E FRIOS SE UNEM PARA LUTAR CONTRA O INIMIGO EM BENEFICIO DE BELLA E DE FOLKS, O LIVRO NÃO TEM NADA A OFERECER DE NOVO E NÃO DESPERTA A VONTADE LER O PROXIMO LIVRO DA SERIE.
ESPERAVA VER FRANKS E A BELA MORGANA NA HISTORIA, MAS O QUE VI, FOI APENAS UMA OBRA JUVENIL, COMPROMETENDO TODA A SERIE DE MEYER.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Jogo do Anjo (Carlo Ruiz Záfon)



O JOGO DO ANJO.
CARLOS RUIZ ZAFÓN.
Romance - 410 PÁG.
ED. OBJETIVA/SUMA DE LETRAS.
R$26,00
NOTA 06/07

PARA UM FILME DE TERROR SER BOM, ELE DEVE SER SOBRE ESQUIZOFRENIA, E COMO REGRA, A PARTE MAIS INTERESSANTE, É QUANDO O PERSONAGEM DESCOBRE SER UM É UM DESEQUILIBRADO, UM LUNÁTICO A PONTO DE POR A VIDA DE TODOS OS QUE RODEIAM EM RISCO, UM VERDADEIRO TANTÃ. UMA HISTORIA QUE SEGUE A PREMISSA DO “SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE TRÁGICO”.
POR TANTO TODA HISTORIA DE TERROR (EXCETO “OS OUTROS”) QUE NÃO FALAM SOBRE ESQUIZOFRENIA, PARA MIM NA VERDADE É UMA COMEDIA.
E O QUE TUDO ISSO TEM HAVER COM O LIVRO DE CARLOS RUIZ ZAFÓN?
ELEMENTAR, MEU CARO WATSON.
INTERPRETAÇÕES! INTERPRETAÇÕES!
PARAFRASEANDO UMBERTO ECO “TODA HISTORIA É UMA MAQUINA DE GERAR INTERPRETAÇÕES”, NÃO SABE SE ZAFÓN, LÊ OU NÃO UMBERTO ECO, MAS SUA OBRA TEM ESSA PREMISSA, PARA ALCANÇAR O SUCESSO QUE ESPERAMOS QUE ALCANCE.
EM O JOGO DO ANJO (R$26,00 – 410 pág. – Ed. Objetiva/Suma das Letras), O QUE SURPREENDE SÃO AS QUANTIDADE DE BELAS CITAÇÕES E OS RICOS DETALHES DE UMA BARCELONA DOS ANOS 30, EM QUE TUDO PARECE MÁGICO, A PROVA DA HABILIDADE DO AUTOR QUE DE FORMA PRAGMÁTICA CRIA UMA FICÇÃO CHEIA DE MISTICISMO E ESPIRITUALIDADE QUE EM CERTAS PAGINAS DESPERTAM UM RECEIO, MUITO PARECIDO COM O MEDO QUE TÍNHAMOS AOS CINCO ANOS DE IDADE.
COM PERSONAGENS QUE VÃO ALEM DO INTERESSANTE E COM ENSINAMENTOS E TÉCNICAS DE ESCRITA O FOCO ENVOLVE AMIZADE, A PAIXÃO PELOS LIVROS É UM ROMANCE AVASSALADOR, QUE CRESCE CONFORME A TRAMA SE DESENVOLVE,; CHEIA DE EVIDENCIAS E PISTAS FALSAS, A TRAMA LEVA O LEITOR A CAMINHOS AINDA NÃO TRAÇADOS, E O SURPREENDE COM UM FINAL TOTALMENTE INESPERADO QUE CABE AO LEITOR A INTERPRETAÇÃO ENTRE A LOUCURA E A MAGIA.
UM ENREDO PERFEITO PARA AS TELAS DO CINEMA, A PONTO DE DEIXAR QUALQUER PSIQUIATRA IMPRESSIONADO.

BOA LEITURA.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

FIEL



Ficha Técnica
Título Original: Fiel
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2009
Site Oficial: www.filmefiel.com.br
Estúdio: G7 Cinema
Distribuição: G7 Cinema
Direção: Andrea Pasquini
Roteiro: Marcelo Rubens Paiva e Serginho Groisman
Produção: Gustavo Ioschpe
Música: Luiz Macedo
Fotografia: Luiz Miyasaka
Edição: André Francioli

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)



FERNANDO MEIRELLES
DRAMA
128 min.
E.U.A. - 2005
Roteiro: Jeffrey Caine, baseado em reito de John Le Carré.
Elenco: Ralph fiennes, Rachel Weisz, Daniele Harford e Danny Huston.

SE VOCÊ É DAQUELES QUE SE RETRAEM NO SOFÁ COM OS FILMES DO “STALLONE” DO “SCHWARZENEGGER” E DO CAPITÃO NASCIMENTO, EM QUE A CADA CINCO MINUTOS DE FILME RODADO, HÁ UMA EXPLOSÃO, EXTRAORDINÁRIA, CAPAZ DE DESTRUIR GALPÕES E DESTROÇAR PELOS ARES VILÕES RUSSOS, TRAFICANTES CUBANOS E TODO O CENÁRIO “HOLLIWOODIANO”.
NÃO ASSISTA A ESTE FILME.
VOCÊ NÃO VAI ENCONTRAR O QUE PROCURA!
SE VOCÊ AINDA SONHA ENCONTRAR SUA CARA METADE, SE EMOCIONA COM NOVELA MEXICANA, PRETENDE SE CASAR NA IGREJA COM VÉU E GRINALDA, E OUVE AS CANÇÕES ANTIGAS DA “LAURA PAUSINI” SOZINHA DE MADRUGADA.
PELO AMOR DE DEUS NÃO ASSISTA ESTE FILME.
VOCÊ TAMBÉM NÃO VAI ENCONTRAR O QUE PROCURA.
MAS...
SE VOCÊ TEM O MÍNIMO DE SENSO CRITICO, CAPAZ DE DISCERNIR ENTRE O QUE É FEIO E O QUE E REAL:
SEJA BEM VINDO!
COM AS SAUDAÇÕES DE FERNANDO MEIRELLES.
POIS ESTE FILME SE TRATA DE MAIS UM DAQUELES DO TIPO QUE “SÓ OS SÁBIOS PODEM VÊ-LO”, NÃO NO SENTIDO LITERAL DA PALAVRA, MAS NO SENTIDO LÍRICO, SER SE TORNAR PIEGAS.
UM FILME FEITO PARA AQUELES QUE SE MANTÉM DE OLHOS ABERTOS DIANTE A MISÉRIA TORTURANTE NA ÁFRICA, FEITO PARA AQUELES QUE ENXERGAM ALEM DO CONVENCIONAL ESTEREOTIPADO DAS TELAS DE CINEMA.
FEITO PARA QUEM PODE VER ALÉM DAS CURVAS SENSUAIS NA NUDEZ DE RAQUEL WEIZ QUE BRINDOU BRILHANTEMENTE, COM DIREITO A CHAMPAGNE E TAPETE VERMELHO A SUA ATUAÇÃO, GANHANDO A ESTATUETA DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE.
O FILME TAMBÉM FOI INDICADO PELO ROTEIRO ADAPTADO, PELA TRILHA E PELA EDIÇÃO, GANHARIA TODAS! SE NÃO FOSSE OS COWBOIS DA MONTANHA DE BROKEBACK, QUE DIFICULTARAM AS COISAS.
COM PRÊMIOS OU NÃO, MEIRELLES, MAIS UMA VEZ – ASSIM COMO EM CIDADE DE DEUS – NÃO FAZ OBJEÇÃO DE CENAS CRUAS E FORTES, DA A CARA A TAPA EM UMA ÁFRICA EM QUE OS INTERESSES POLÍTICOS FAZEM A ORDEM E A PROPINA É O MOTE DA VEZ. TALVEZ NÃO ESTEJA MUITO AQUÉM DA REALIDADE BRASILEIRA, E TODA A VIVENCIA NO PAÍS TUPINIQUIM LHE PROPORCIONOU UM ÓTIMO EXEMPLO PARA A PRODUÇÃO DE “O JARDINEIRO FIEL”, CUJO FINAL É EXTREMAMENTE TRISTE E CONDIZ COM A REALIDADE; EM QUE NEM SEMPRE O MOCINHOS SÃO OS VENCEDORES.

ASSISTA SE VOCÊ FOR CAPAZ...

THE CONSTANT GARDENER
DRAMA
129 min.
EUA – 2005
ROTEIRO: JEFFREY CAINE, baseado em roteiro de John Lê Carré

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Travessuras da Menina Má (Mário Vargas Llosa)


AS AVENTURAS DA MENINA MÁ
MARIO VARGAS LLOSA.
Romance - 302 PÁG.
ED. ALFAGUARA
PRESENTE KARLA
NOTA 06/07

Não é preciso conhecer toda a historia de Llosa, para perceber uma leve autobiografia como pano de fundo nesta arrebatadora historia de amor, que foge ao estereotipado mamão com açúcar das novelas mexicanas.
Menina Má (302 pág. – 2006) é um romance cheio de vivacidade, de amor, ódio e poesia, em que a narrativa nos leva a uma belíssima viagem européia.
O livro conta a historia de Ricardo Somocurcio, que em sua adolescência em Lima, se apaixona por Lily, uma garota chilena, cheia de encantos e intrigas, que mais tarde será conhecida como a menina má.
Ricardo se muda para Europa, onde consegue um emprego de tradutor e interprete, leva uma vida medíocre em que a sua maior conquista, e o simples fato de ele morar na cidade de Paris, o que sempre foi o maior sonho desde os tempos em que morava no Peru.
Em certa ocasião, Ricardo reencontra a Menina má, e se vê ainda apaixonado por aquela garota que a todos encantavam no bairro de Miraflores, agora com outro nome mais ainda com o mesmo encanto, Lily, se tornou uma revolucionaria cujas idéias são muito questionáveis, devido a covardia de Ricardo ela se muda para Cuba, e deixa o próprio Ricardo meses, em uma espera angustiante.
Em um novo reencontro, a menina má já volta casada, e esquecida dos ideais revolucionários, com um ar predominante sobre o amor de Ricardo, o qual ela menospreza, sem deixar de aproveitar os prazeres que este lhe oferece. Sempre ciente das pretensões da perversa menina, Ricardo passa com o tempo a aceitar a situação de sempre ser trocado pelo poder e dinheiro alheio, a historia toma esse enredo, em que a menina ma sempre aparece em sua vida em intervalos entre um amante e outro. E quanto mais poder a menina adquire, mais ela deteriora o próprio corpo e a sua moral.
A obra tem como ponto alto as transformações sociais européias, entre as cidades de Paris, Londres e Madrid; são retratadas as idéias políticas e revolucionarias da época, assim como a guerrilha que se assenta sobre a América desta época, especificamente no Peru, que sofre um retrocesso devido à ditadura militar.
Llosa, afirma que o livro é meio vivencia e meio imaginação e traça um paradoxo em que de um lado: odiamos a menina de idéias próprias e hábitos não ortodoxos, que possui uma ousadia infame, justificada pela pobreza dos tempos de infância, que emerge das castas miseráveis da capital peruana e contra todos os preceitos e paradigmas de uma sociedade capitalista; faz das suas artimanhas, a forma de ter uma vida decente; do outro lado amamos o bom menino, um sujeito opaco e covarde, que se submeteu a uma vida medíocre, para simplesmente morar em um grande centro cultural, que vive sem ambições e tem um emprego que não lhe proporciona grandes méritos, cujo grande desejo oculto é a vontade de escrever.
Um livro para ser lido pagina por pagina, sem a ansiedade sussurra ao ouvido de que forma se acabara o romance que perdura por mais de 40 anos.

Boa Leitura.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Escrita tem Dessas Coisas...


Escrever por hobbie tem uma vantagem, o dia que você não quer escrever você simplesmente não escreve. E quando escreve o faz sobre o nada, ou sobre os times do rio, que no fundo vai dar no mesmo.
Você ainda tem outras opções, escrever sobre quando não quer escrever, ou arriscar uma teoria sem fundamento nenhum e descobrir sem querer a formula da coca cola ou a cura do câncer.
Escrever tem dessas coisas.
Mas quando você é um escritor e ganha por isso, mesmo que seja pouco, mas ganha, você tem a obrigação e o compromisso de escrever, e de preferência que seja algo que agrade o teu chefe, ou ao menos que esteja em evidencia nos principais meios de comunicação.
Se você for um sujeito daqueles tipos, que adoram bajular e maravilhar o teu chefe é aconselhável que você assista muito a emissora do “plim plim”, leia as revistas “Veja” e escute todos os álbuns de Caetano Veloso; essas três qualidades juntas diminuem em 50% as possibilidades de você ser mandado embora por subversão, mas corre o risco de sofrer de falta de criatividade. Todavia se você vai para a redação de bermudas e chinelas e não esta nem ai para o que pensa o teu chefe, e muitas vezes, deixa cair cinzas de cigarro no chapéu Panamá dele, bem vindo ao clube meu amigo. Você faz parte da minoria pensante que não tem como pretensão apenas encher de lingüiça sua coluna semanal, e sim, transformar o teu leitor em um cidadão ativo na sociedade com valores e conceitos solidificados.
Tudo bem isso é exagero, mais quem é que se importa com isso?
Nós sabemos que nem sempre as teorias são aprovadas pela censura da edição, da impressão e da distribuição. E por isso os textos que chegam aos olhos do leitor são em sua maioria assuntos sobre animais, analogias presidenciais e crises financeiras, quando na verdade o leitor só quer ler sobre esportes ou novelas.
Esses assuntos fúteis e irrelevantes, que não são do seu interesse, deixam o estimado leitor estagnado, sufocado. Ele sequer entende bulhufas, de crise do imobiliário, de bolsa de Frankfurt ou Nasdaq, não entende nada de tudo o que está escrito, e fica feliz por não ter estudado Economia, e gasto todas elas no barzinho da faculdade.
O que ele quer mesmo é saber quem é o artilheiro do Campeonato Paulista, ou então quem é o verdadeiro pai, da menina da roça da novela das 6. O que importa se o deputado viajou com a passagem do outro, ou se foi a sua tia, prima ou a sua sogra? Como bom companheiro que é o leitor, ele só deseja que ela tenha ido para o inferno, e que se não for pedir muito que a sua cerveja esteja gelada e a mulher não esteja naqueles dias vermelhos.
A escrita tem dessas coisas...
Do escritor, pensar que se pode jogar goela abaixo do leitor, todas as frivolidades que passam pela sua cabeça, como se fosse uma sopa de letrinhas, cujo caldo tem um sabor azedo e amargo. Não é a toa que a grande utilidade do jornal seja para que o pintor não derrame tinta no piso da sala, e melhor nem dizer qual o outro lugar que se é de costume usa-lo, em respeito aos senhores e as senhoritas.
Se os Sumerios, quando inventaram a escrita soubessem quanta bobagem seria dito pela sua invenção, aposto que teriam inventado a lâmpada ou o acendedor de fogão elétrico.
E hoje estaríamos mais arvores no planeta e estaríamos livres dos livros de Paulo Coelho e das Bulas de Remédio e desse texto que não fala sobre nada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009