terça-feira, 28 de abril de 2009

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener)



FERNANDO MEIRELLES
DRAMA
128 min.
E.U.A. - 2005
Roteiro: Jeffrey Caine, baseado em reito de John Le Carré.
Elenco: Ralph fiennes, Rachel Weisz, Daniele Harford e Danny Huston.

SE VOCÊ É DAQUELES QUE SE RETRAEM NO SOFÁ COM OS FILMES DO “STALLONE” DO “SCHWARZENEGGER” E DO CAPITÃO NASCIMENTO, EM QUE A CADA CINCO MINUTOS DE FILME RODADO, HÁ UMA EXPLOSÃO, EXTRAORDINÁRIA, CAPAZ DE DESTRUIR GALPÕES E DESTROÇAR PELOS ARES VILÕES RUSSOS, TRAFICANTES CUBANOS E TODO O CENÁRIO “HOLLIWOODIANO”.
NÃO ASSISTA A ESTE FILME.
VOCÊ NÃO VAI ENCONTRAR O QUE PROCURA!
SE VOCÊ AINDA SONHA ENCONTRAR SUA CARA METADE, SE EMOCIONA COM NOVELA MEXICANA, PRETENDE SE CASAR NA IGREJA COM VÉU E GRINALDA, E OUVE AS CANÇÕES ANTIGAS DA “LAURA PAUSINI” SOZINHA DE MADRUGADA.
PELO AMOR DE DEUS NÃO ASSISTA ESTE FILME.
VOCÊ TAMBÉM NÃO VAI ENCONTRAR O QUE PROCURA.
MAS...
SE VOCÊ TEM O MÍNIMO DE SENSO CRITICO, CAPAZ DE DISCERNIR ENTRE O QUE É FEIO E O QUE E REAL:
SEJA BEM VINDO!
COM AS SAUDAÇÕES DE FERNANDO MEIRELLES.
POIS ESTE FILME SE TRATA DE MAIS UM DAQUELES DO TIPO QUE “SÓ OS SÁBIOS PODEM VÊ-LO”, NÃO NO SENTIDO LITERAL DA PALAVRA, MAS NO SENTIDO LÍRICO, SER SE TORNAR PIEGAS.
UM FILME FEITO PARA AQUELES QUE SE MANTÉM DE OLHOS ABERTOS DIANTE A MISÉRIA TORTURANTE NA ÁFRICA, FEITO PARA AQUELES QUE ENXERGAM ALEM DO CONVENCIONAL ESTEREOTIPADO DAS TELAS DE CINEMA.
FEITO PARA QUEM PODE VER ALÉM DAS CURVAS SENSUAIS NA NUDEZ DE RAQUEL WEIZ QUE BRINDOU BRILHANTEMENTE, COM DIREITO A CHAMPAGNE E TAPETE VERMELHO A SUA ATUAÇÃO, GANHANDO A ESTATUETA DE MELHOR ATRIZ COADJUVANTE.
O FILME TAMBÉM FOI INDICADO PELO ROTEIRO ADAPTADO, PELA TRILHA E PELA EDIÇÃO, GANHARIA TODAS! SE NÃO FOSSE OS COWBOIS DA MONTANHA DE BROKEBACK, QUE DIFICULTARAM AS COISAS.
COM PRÊMIOS OU NÃO, MEIRELLES, MAIS UMA VEZ – ASSIM COMO EM CIDADE DE DEUS – NÃO FAZ OBJEÇÃO DE CENAS CRUAS E FORTES, DA A CARA A TAPA EM UMA ÁFRICA EM QUE OS INTERESSES POLÍTICOS FAZEM A ORDEM E A PROPINA É O MOTE DA VEZ. TALVEZ NÃO ESTEJA MUITO AQUÉM DA REALIDADE BRASILEIRA, E TODA A VIVENCIA NO PAÍS TUPINIQUIM LHE PROPORCIONOU UM ÓTIMO EXEMPLO PARA A PRODUÇÃO DE “O JARDINEIRO FIEL”, CUJO FINAL É EXTREMAMENTE TRISTE E CONDIZ COM A REALIDADE; EM QUE NEM SEMPRE O MOCINHOS SÃO OS VENCEDORES.

ASSISTA SE VOCÊ FOR CAPAZ...

THE CONSTANT GARDENER
DRAMA
129 min.
EUA – 2005
ROTEIRO: JEFFREY CAINE, baseado em roteiro de John Lê Carré

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Travessuras da Menina Má (Mário Vargas Llosa)


AS AVENTURAS DA MENINA MÁ
MARIO VARGAS LLOSA.
Romance - 302 PÁG.
ED. ALFAGUARA
PRESENTE KARLA
NOTA 06/07

Não é preciso conhecer toda a historia de Llosa, para perceber uma leve autobiografia como pano de fundo nesta arrebatadora historia de amor, que foge ao estereotipado mamão com açúcar das novelas mexicanas.
Menina Má (302 pág. – 2006) é um romance cheio de vivacidade, de amor, ódio e poesia, em que a narrativa nos leva a uma belíssima viagem européia.
O livro conta a historia de Ricardo Somocurcio, que em sua adolescência em Lima, se apaixona por Lily, uma garota chilena, cheia de encantos e intrigas, que mais tarde será conhecida como a menina má.
Ricardo se muda para Europa, onde consegue um emprego de tradutor e interprete, leva uma vida medíocre em que a sua maior conquista, e o simples fato de ele morar na cidade de Paris, o que sempre foi o maior sonho desde os tempos em que morava no Peru.
Em certa ocasião, Ricardo reencontra a Menina má, e se vê ainda apaixonado por aquela garota que a todos encantavam no bairro de Miraflores, agora com outro nome mais ainda com o mesmo encanto, Lily, se tornou uma revolucionaria cujas idéias são muito questionáveis, devido a covardia de Ricardo ela se muda para Cuba, e deixa o próprio Ricardo meses, em uma espera angustiante.
Em um novo reencontro, a menina má já volta casada, e esquecida dos ideais revolucionários, com um ar predominante sobre o amor de Ricardo, o qual ela menospreza, sem deixar de aproveitar os prazeres que este lhe oferece. Sempre ciente das pretensões da perversa menina, Ricardo passa com o tempo a aceitar a situação de sempre ser trocado pelo poder e dinheiro alheio, a historia toma esse enredo, em que a menina ma sempre aparece em sua vida em intervalos entre um amante e outro. E quanto mais poder a menina adquire, mais ela deteriora o próprio corpo e a sua moral.
A obra tem como ponto alto as transformações sociais européias, entre as cidades de Paris, Londres e Madrid; são retratadas as idéias políticas e revolucionarias da época, assim como a guerrilha que se assenta sobre a América desta época, especificamente no Peru, que sofre um retrocesso devido à ditadura militar.
Llosa, afirma que o livro é meio vivencia e meio imaginação e traça um paradoxo em que de um lado: odiamos a menina de idéias próprias e hábitos não ortodoxos, que possui uma ousadia infame, justificada pela pobreza dos tempos de infância, que emerge das castas miseráveis da capital peruana e contra todos os preceitos e paradigmas de uma sociedade capitalista; faz das suas artimanhas, a forma de ter uma vida decente; do outro lado amamos o bom menino, um sujeito opaco e covarde, que se submeteu a uma vida medíocre, para simplesmente morar em um grande centro cultural, que vive sem ambições e tem um emprego que não lhe proporciona grandes méritos, cujo grande desejo oculto é a vontade de escrever.
Um livro para ser lido pagina por pagina, sem a ansiedade sussurra ao ouvido de que forma se acabara o romance que perdura por mais de 40 anos.

Boa Leitura.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A Escrita tem Dessas Coisas...


Escrever por hobbie tem uma vantagem, o dia que você não quer escrever você simplesmente não escreve. E quando escreve o faz sobre o nada, ou sobre os times do rio, que no fundo vai dar no mesmo.
Você ainda tem outras opções, escrever sobre quando não quer escrever, ou arriscar uma teoria sem fundamento nenhum e descobrir sem querer a formula da coca cola ou a cura do câncer.
Escrever tem dessas coisas.
Mas quando você é um escritor e ganha por isso, mesmo que seja pouco, mas ganha, você tem a obrigação e o compromisso de escrever, e de preferência que seja algo que agrade o teu chefe, ou ao menos que esteja em evidencia nos principais meios de comunicação.
Se você for um sujeito daqueles tipos, que adoram bajular e maravilhar o teu chefe é aconselhável que você assista muito a emissora do “plim plim”, leia as revistas “Veja” e escute todos os álbuns de Caetano Veloso; essas três qualidades juntas diminuem em 50% as possibilidades de você ser mandado embora por subversão, mas corre o risco de sofrer de falta de criatividade. Todavia se você vai para a redação de bermudas e chinelas e não esta nem ai para o que pensa o teu chefe, e muitas vezes, deixa cair cinzas de cigarro no chapéu Panamá dele, bem vindo ao clube meu amigo. Você faz parte da minoria pensante que não tem como pretensão apenas encher de lingüiça sua coluna semanal, e sim, transformar o teu leitor em um cidadão ativo na sociedade com valores e conceitos solidificados.
Tudo bem isso é exagero, mais quem é que se importa com isso?
Nós sabemos que nem sempre as teorias são aprovadas pela censura da edição, da impressão e da distribuição. E por isso os textos que chegam aos olhos do leitor são em sua maioria assuntos sobre animais, analogias presidenciais e crises financeiras, quando na verdade o leitor só quer ler sobre esportes ou novelas.
Esses assuntos fúteis e irrelevantes, que não são do seu interesse, deixam o estimado leitor estagnado, sufocado. Ele sequer entende bulhufas, de crise do imobiliário, de bolsa de Frankfurt ou Nasdaq, não entende nada de tudo o que está escrito, e fica feliz por não ter estudado Economia, e gasto todas elas no barzinho da faculdade.
O que ele quer mesmo é saber quem é o artilheiro do Campeonato Paulista, ou então quem é o verdadeiro pai, da menina da roça da novela das 6. O que importa se o deputado viajou com a passagem do outro, ou se foi a sua tia, prima ou a sua sogra? Como bom companheiro que é o leitor, ele só deseja que ela tenha ido para o inferno, e que se não for pedir muito que a sua cerveja esteja gelada e a mulher não esteja naqueles dias vermelhos.
A escrita tem dessas coisas...
Do escritor, pensar que se pode jogar goela abaixo do leitor, todas as frivolidades que passam pela sua cabeça, como se fosse uma sopa de letrinhas, cujo caldo tem um sabor azedo e amargo. Não é a toa que a grande utilidade do jornal seja para que o pintor não derrame tinta no piso da sala, e melhor nem dizer qual o outro lugar que se é de costume usa-lo, em respeito aos senhores e as senhoritas.
Se os Sumerios, quando inventaram a escrita soubessem quanta bobagem seria dito pela sua invenção, aposto que teriam inventado a lâmpada ou o acendedor de fogão elétrico.
E hoje estaríamos mais arvores no planeta e estaríamos livres dos livros de Paulo Coelho e das Bulas de Remédio e desse texto que não fala sobre nada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

As Mentiras que os Homens Contam.




AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO.
Crônicas - 166 PÁG.
ED. OBJETIVA
R$15,00
NOTA 06/07

Toda mentira, por mais que inocente, vem acompanhada de maldade, cinismo e consequentemente as lágrimas, só o nosso agradável e estimado Luis Fernando Veríssimo, consegue fazer de uma serie de mentiras um livro cuja leitura te leva ao riso. A mentira é dotada de uma má reputação e apesar disto, no livro ela se torna sinônimo de pretexto e desculpas, que por sua vez necessitam de sagacidade, que por sua vez é sinônimo de Luis Fernando Veríssimo, e o que tudo isso nos leva? O fato de que eu propriamente sou o maior dos mentirosos; não só pelas mentiras que conto, mas por já ter prometido em n´s textos atrás que não comentaria mais sobre os óculos e os textos de Veríssimo, os óculos apesar de imperceptíveis, eu já consegui esquece-los, mas os textos... há os textos, estes me fascinam ao ponto de me perturbarem. De fato prometi não comentar nada, mas cá estou a falar banalidades.
Tentar comentar algo que não precisa de comentários, como os contos “O grande Edgar, A Aliança, Os Moralistas e HQEQ”, que não minha opinião são contos magníficos, os melhores entre os 40 contos selecionados para o livro “A Mentiras que os Homens Contam” (R$15,00 – 166 pag. – Ed. Objetiva).
Veríssimo é assim, sem comentários, um ídolo, que após essa coleção, descobrimos também, que sabe mentir, como se já não bastasse, escrever, tocar sax e comer bem, ele também mente, e o faz melhor que todos. Nossos segredos amostra, maldito Veríssimo.

Boa Leitura

O GRANDE EDGAR • O FALCÃO • SEBO • TRAPEZISTA • DESENTENDIMENTO • BLEFES • A ALIANÇA • OS MORALISTAS • SEU CORPO • CLIC • O QUE DIZER • EXÉQUIAS • ÍNDIOS • A MENTIRA • O JARGÃO • O DIA DA AMANTE • O SITIO DO FERREIRINHA • ECOS DO CARNAVAL • O VERDADEIRO JOSE • HQEH • NOBEL • BRINCADEIRA • ESPELHOS • TIOS • JESEQUA: UMA PARÁBOLA • FARSA • CANTADA • A VERDADE • A VERDADE SOBRE O DIA PRIMEIRO DE ABRIL • A FIDELIDADE •ASCENDÊNCIAS • CONTOS DE VERÃO • LAR DESFEITO • HOMENS • O VERDADEIRO VOCÊ • CULTURA • TERRINHA • O ENCONTRO • INFIDELIDADE • CHECK UP.

quinta-feira, 19 de março de 2009

As Memórias do Livro


16/02/09 A 18/03/09
AS MEMÓRIAS DO LIVRO.

AS MEMÓRIAS DO LIVRO.
GERALDINE BROOKS
Ficção - 384 PAG
ED. EDIOURO
R$19, 10
NOTA 06/07

Hanna é uma australiana contratada pela ONU para restaurar e apresentar ao publico a Hagada de Sarajevo. Um livro sagrado de valor incalculável, que sobrevive através dos séculos, por personagens, que acima de suas crenças e religiões, amam a preservação da cultura e dos livros. Muitos dos personagens são fictícios, e são estes que por meios de contos sustentam o romance de ficção “As Memórias do Livro” de Geraldine Brooks (R$19,10 – 384pag. – Ed. Ediouro).
O livro é contado em capítulos aleatórios, que oscilam entre a conturbada vida pessoal de Hanna e a historia de cada evidencia encontrada por ela no livro. As evidencias, e os conflitos pessoais de Hanna se tornam secundários diante a trajetória sofrida do povo Judeu. Perseguido desde a Inquisição da Igreja, bem antes do nazismo de Hitler.
A historia é cheia de romantismo e mostra a coragem e versatilidade dos povos diante as calamidades existentes, assim como a fraqueza daquele que se presta a uma religião sem o controle de todas suas limitações.
De leitura agradável e cunho histórico o livro é um dos melhores produzidos no ano de 2008.

Boa Leitura.

sexta-feira, 6 de março de 2009

UMA NOVA HORA

Hora de mudar
Tomar uma atitude
Inebriante
E se libertar
Deixar acontecer
Acreditar no sonho
possível
Despedaçar o passado
Fazer da dor
Uma piada
E sorrir
E chorar
largamente
De olhos abertos
E pés no chão
Se agarrar
Ao que é sólido
Se atirar
Sobre a terra firme
Deixar flutuar
A simples borboleta
Sobre os jardins do pecado
Entre as flores do desejo
Sentir tatear a face
A triste brisa
Do bater de suas asas
Que envolve o mundo
E hora de tomar
Uma decisão
E alinhar os traços
Deixar virtuoso
O que era torto
Serenar
O que era rebelde
É hora da saudade
Desapegar a lembrança
De voltar
Ao centro das coisas
É hora de não amar
É hora de não querer
Hora de partir
Hora de sofrer.

terça-feira, 3 de março de 2009

Lua Nova


STEPHENIE MEYER
E-BOOK
NOTA 05/07


LUA NOVA DEIXA BEM CLARO QUE STEPHENIE MEYER, QUANDO CRIANÇA, NÃO TINHA MEDO DE LOBISOMENS, VAMPIROS E MONSTROS DO ARMÁRIO SE TINHA, CONVERTEU ISSO MUITO BEM NOS LIVROS DA SERIE CREPÚSCULO, LUA NOVA, O SEGUNDO LIVRO DA SERIE, APESAR DE NÃO TER O MESMO ALARIDO QUE CREPÚSCULO, SE MOSTRA UMA ÓTIMA MANOBRA DE MARKETING E APROXIMA BEM O LEITOR DO ROMANCE ENTRE BELLA E EDWARD.
APÓS TODOS OS CONFLITOS E AS POSSIBILIDADES DE BELLA PASSAR DESSA PARA MELHOR NAS MÃOS DE VAMPIROS, DESTA VEZ É NA CASA DOS PRÓPRIOS “CULLEN” QUE A HISTORIA TOMA UMA PERSPECTIVA DIFERENTE; NO DIA DO SEU ANIVERSARIO, APÓS UM DESCUIDO NA ABERTURA DOS PRESENTES, BELLA SE CORTA, E O SANGUE FAZ COM QUE ELA QUASE SEJA DEVORADA POR JASPER, APÓS O SUSTO. EDWARD DECIDE QUE AQUELA NÃO SERIA A MELHOR FORMA PARA ELA VIVER, TERMINA O ROMANCE E PARTE JUNTO COM A FAMÍLIA PARA LOS ANGELES.
COM O ABANDONO DE EDWARD, BELLA PERDE O CONTATO DOS AMIGOS, E PASSA A VIVER NUM ISOLAMENTO PROFUNDO EM MEIO A UMA DEPRESSÃO QUE FAZ COM QUE ELA PAREÇA UMA MORTA-VIVA, SEM INICIATIVAS NEM ESTIMULOS.
APÓS MESES SEM REAÇÃO, CHARLIE A OBRIGA A REVER OS AMIGOS, E PASSAR A TER UMA VIDA SOCIAL, DE TODOS ELA SÓ SE SENTE BEM AO LADO DE JACOB BLACK, DE ONDE NASCE FORTE LAÇOS DE AMIZADE E CONFIANÇA.
APÓS UMA SERIE DE MORTES NAS MONTANHAS, O QUE JÁ ERA ESPERADO VEM A TONA, JACOB BLACK PERTENCE À CASTA DOS HOMENS LOBO (LOBISOMENS), ELE E MAIS TRÊS ADOLESCENTES DA REGIÃO DE LA PUSH, FORMAM UM BANDO PARA CAÇAR, LAURENT E VICTORIA, OS VERDADEIROS ASSASSINOS DA MONTANHA.
COMO JÁ É SABIDO, BELLA É SINÔNIMO DE CONFUSÃO, ELA É O MELHOR IMA PARA TOMBOS, ARRANHÕES E CONSEQUENTEMENTE MAL ENTENDIDOS; UMA VEZ MAIS ELA SE VÊ ENTRE UMA FAMÍLIA DE MONSTROS REPLETOS DE SEGREDOS E MISTÉRIOS.
TODA VEZ QUE ESTA EM PERIGO, ELA TEM ALUCINAÇÕES DA VOZ DE EDWARD, E PARA QUE A VOZ NUNCA SE CALE, ELA PASSA A VIVER DE MANEIRA ARRISCADA, ANDANDO DE MOTOS E FREQÜENTANDO LUGARES NÃO MUITO SOCIÁVEIS, EM MAIS UMA DE SUAS ATITUDES IMPENSADAS, ELA ENVOLVE TODOS NO PIOR CONFLITO DA HISTÓRIA; PARA TER UM POUCO DE ADRENALINA, ELA SE ATIRA DE UM PENHASCO, E SE NÃO MORRE NAS MÃOS DE VICTORIA E/OU AFOGADA, GRAÇAS A AGILIDADE DE JACOB.
ELA SÓ NÃO CONTAVA QUE ALICE EM UMA DE SUAS VISÕES, A VIRA SE JOGANDO, E IMAGINARA QUE ELE HAVIA SE SUICIDADO, A PEQUENA MALDADE DE ROSALIE FAZ COM QUE EDWARD CREIA NESTA HIPÓTESE, E ELE MESMO VAI A CAMINHO DA MORTE NOS BRAÇOS DOS VOLTURI, A FAMÍLIA MAIS PODEROSA NO REINO DOS VAMPIROS.
POR FIM O LIVRO TERMINA EM UMA INCÓGNITA SE BELLA VIRA OU NÃO UMA VAMPIRA, ISSO FAZ COM QUE ELA DESTRUA OS LAÇOS COM JACOB, JÁ QUE ESTE É O INIMIGO NATURAL DO SEU VERDADEIRO AMOR. EDWARD.
O LIVRO E INTERESSANTE E SEM APELOS JUVENIS, A DEPRESSÃO DE BELLA E A AMIZADE QUE ELA DESENVOLVE COM JACOB SÃO OS PONTOS FORTES DO ENREDO, APESAR DO FINAL NÃO ESTAR AINDA TRAÇADO, ESTE SE TORNA SURPREENDENTE PELA VOLTA QUE A TRAMA TEM.
A ESPERANÇA É QUE NOS PRÓXIMOS DOIS LIVROS: ECLIPSE E AMANHECER, A TRAMA NÃO SE PERCA EM VAI E VENS E QUE OS MONSTROS SE LIMITEM A LOBISOMENS E VAMPIROS, MAS NADA IMPEDE QUE POSSAMOS VER ZUMBIS E FRANKESTEINS NAS PRÓXIMAS OBRAS DE MEYER.

BOA LEITURA.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ensaio sobre a Cegueira (Blindness)

FERNANDO MEIRELLES
DRAMA
120 min.
BRASIL, CANADÁ, JAPÃO - 2008
Roteiro: Don McKellar, baseado em livro de José Saramago Elenco: Julianne Moore, Danny Glover, Alice Braga, Mark Ruffalo,Gael Garcia Bernal, Don Mkellar, Maury Chaykin, Martha Burns.


Você já chegou a uma padaria, e ficou em duvida se comprava uma Carolina, ou comia um pão com mortadela?
Pois então, algo parecido acontece, às vezes, na hora de comentar e/ou indicar um filme. A duvida se você não o compreendeu corretamente, ou se ele era simplesmente ruim.
E nos deparamos com duas alternativas:
1 - O fato de sermos preguiçosos, e não darmos a mínima para prós e contras.
2 – O diretor conduziu a trama para que ela despertasse duvida no expectador.
Apesar de ser fato consumado termos preguiça de pensar, acredito que a segunda opção seja a mais plausível, o que explica a diversidade dos comentários pela critica, inclusive de pessoas conceituadas, com coesão e armamento específico para sustentar as suas teses.
Isso é o que as difere de mim; claro isso e a conta bancária delas.
O filme em questão é Ensaio Sobre a Cegueira, adaptação de do livro (que por sinal é magnífico) de mesmo nome.
Eu particularmente gosto dos filmes de Fernando Meirelles, Cidade de Deus me fez ter uma nova visão do potencial do cinema nacional, e consagrou Meirelles para o mundo; mas algo entre a literatura e a sétima arte ficou a dever neste filme, e não pela capacidade de Meirelles, ela é incontestável, mas talvez o problema seja o próprio cinema. É possível contar nos dedos as adaptações de livros que se tornaram celebres nas telas do cinema, no momento eu sequer me lembro de uma.
Em contra ponto, o filme é cheio de simbolismo, e dotado de uma critica, a qual muitos só hão de perceber ao tomar o café as 05 da manha do dia após o filme.
A sétima arte nos priva e atrofia a nossa imaginação, mas isso não quer dizer que o cinema não tenha o seu próprio charme e sua função social. Se não fossem os enlatados, repletos de besteirol americano, poderíamos educar as crianças com filmes como: Diários de Motocicleta, A Menina de Ouro e Monstros C.A. (o meu preferido).
Mas deixando os vencedores do Oscar, de lado e partindo para a trama de Meirelles, o que temos?
Uma cidade (cujo autor faz questão de não mencionar) tomada por uma epidemia, a cegueira branca, muito bem apresentada na fotografia de César Charlone, que a propósito nunca nos desaponta.
Após serem confinados em um manicômio, eles passam pelas piores situações que um ser humano pode viver; fome, selvageria sexual e abuso de poder. Entre os próprios internos, cria se um conflito e posteriormente uma guerra que culmina na morte de vários internados, de ambos os lados.
A Magia da apresentação de personagens sem nomes, foi perdida no cinema, pela observação visual, mais ainda sim fica notável a intenção do diretor, em representar a calamidade iminente de uma sociedade que esta cada vez mais egoísta e anti-social.
Um filme para a minoria pensante, que espera muito mais de um filme do que bombas, efeitos especiais e seios super siliconados.
Se bom ou ruim, modesto ou ousado não importa. O que importa é a capacidade do ser humano, de sobreviver as mais diversas situações, e mais ainda.
Há esperança!

Assista.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sete Vidas (Gabrielle Mucino)


http://www.youtube.com/watch?v=JUkNz2v2TbU


Sabe aquela lista que você faz dos melhores filmes que já assistiu na vida? Então; 7 vidas é o tipo de filme que encabeça todas elas.
Will Smith (Bem Thomas) mais uma vez segura a onda praticamente sozinho, se não fosse pela brilhante atuação de Rosaria Dawson (Emily Posa) que desta vez se destaca de fato pela sua competência e não pelo seu corpo curvilíneo e sensual.
O roteiro escrito pelo desconhecido (pelo menos pra mim) Grant Nieport faz ate mesmo o mais vil primata dos homens se parecer com um emo e se derramar em lagrimas diante a tela, comendo pipoca e incapaz de dar uma piscada.
A trama envolve um segredo, em que Ben Thomas, tenta se redimir, e para isso ele se passa de um fiscal de I.R. e levante informações de sete pessoas decentes, que de fato precisam de ajuda, e não estão apenas a viver a custa do governo.
O filme é cheio de vai e vem na cabeça de Ben, lembranças que o atormentam e faz com que o expectador comece a examinar uma ponta de duvida e desapontamento sobre o desfecho final.
Destaque para uma das primeiras cenas, em que Ben, liga para Ezra, um cego que trabalha em telemarketing, e o humilha para ver ate que ponto vai a decên0cia do atendente.
O filme é a prova que a dobradinha Will Smith e Gabriele Muccino querem mesmo mudar as pessoas, assim como em a Busca de Felicidade, o filme agrada a todos que gostam de um bom melodrama.

Assista.

SEVEN POUNDS
DRAMA
118 min.
EUA – 2008
ROTEIRO: GRANT NIEPORT