terça-feira, 27 de maio de 2014

Os Janeiros...

O amadurecimento humano chega junto com os janeiros, meu pai sempre dizia que eles, os janeiros, ensinavam as pessoas, e me retorno muito bem de como ele tanto odiava este mês! Longo! Quente.
E foi neste janeiro de 2014 que envelheci uns 10 anos em um só mês! Que foi repleto de dor e consequentemente aprendizagem.
Após o dia 31, ficou a aposta de seguir em frente, melhor e mais valente. E assim vamos indo matando um leão por dia!
Voltando os pensamentos para coisas novas que nem sempre são boas, mas ate mesmo de um “Boca Aberta”, sai algo que nos ensina a fechar a boca.
E assim de coisas novas, a rima saiu do Chico para os Racionais; a arte transcendeu o Tarantino em Lar Von Trier os ouvidos que outrora eram das guitarras norte-americanas passaram para ao dançante acordeom de Julieta Venegas e suas canções apimentadas.
A TV ganhou o seu lugar de destaque, como um simples móvel remoto, encostada a parede coberta por um lençol de poeira, sem cor e sem graça.
Os cães passaram a latir no quintal, afugentando gatos e ratos do sentido literal e abstrato.

E assim segue o ano que dizem ser do cavalo, que de pouca inteligência trabalha feita um jumento e se contenta com um fardo de feno. Posto a qualquer hora, para satisfazer a fome do dia adia.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Trinta e Poucos Anos de Puro Orgulho

Naquela tarde de 88; saímos para um passeio escolar, quando a Carlota ainda era praticamente uma vila rodeada por muito mato, corujas e lagartos, muito aquém daquele nobre bairro que vimos hoje, quando passamos pela Avenida Spipe Calarge, no itinerário Coopharádio – Centro.
No caminho de volta para o colégio Municipal Múcio Teixeira, possivelmente algum coordenador optou pelo trajeto inverso, em que atravessaríamos o tão antigo e famoso mangueiral!
Ávidos por diversão, que nessa época se resumia em subir em arvores; chupar mangas e outras trivialidades; dirigíamo-nos ao local, eu, os professores e aquela caravana de tagarelas de meio metro de altura. Acredito que em suma maioria; atravessávamos a melhor fase da vida, em que os nossos maiores problemas, era acordar no horário certo há tempo de assistir Caverna do Dragão e He-Man.
Entre uma viela e outra, em que as calçadas eram de braquiária; observamos aquele caminhão, não se sabe, no entanto se quebrado ou apenas estacionado. Era um caminhão enorme, de cor azul, todo vazado e cheio de tambores, com o símbolo da Texaco ao centro; anos mais tarde, e bem mais trade, fui saber que aquele tipo de caminhão leva o nome de “meloza”. Todos os pequenos o notaram, e não houve quem não se encantou, logico. Que garoto de seis anos não é apaixonado por três, cachorro e caminhões?
Quando não! Quem eu avisto por baixo daquele aglomerado de chassis e borrachas?!? Com aquele macacão sujo e desbotado; cheirando a graxa e óleo diesel. Em um relance, sai correndo em sua direção; para ganhar um abraço que daquele, que sempre foi o meu verdadeiro herói!
Aquelas mãos, que naquele tempo para mim já eram enormes, me envolveram, me apertaram e com a facilidade de um guindaste, me levaram para o alto. A sensação que me envolvia era de voar e na ocasião eu imaginava poder ate tocar as nuvens, caso ele me erguesse um pouco mais. Aquele sorriso, que sempre fora o seu cartão de visitas; se abriu como um girassol nas primaveras de setembro; deixando amostra o branco de seus dentes amarelados pela nicotina de seis cigarros Continental.
Fruto da minha imaginação ou não, vi no olhar de meus colegas do pré-escolar a inveja doce de criança, parece que todos queriam estar no meu lugar, nos braços daquele desconhecido de roupas velhas e rasgadas. Eu, por minha vez, era só sorrisos e alegria, e quem para mim olhava, sabia, certamente que eu conhecia o significado da palavra felicidade.
Conversaram comigo dois ou três colegas de meu velho, que não sabiam o que fazer, para agradar aquele pequeno travesso. Aquele “Pouca-ropa” como na época ele costumava me chamar.
Lembro como se tivesse acontecido há pouco; hoje pela manhã, a face de cada um deles, e a fortuna que seus rostos emanavam; aqueles que tinha no bolso apenas seus maços de cigarros, e aguardavam o horário da partida para tomar seus vinte e cinco centavos de 3 Fazendas ou de conhaque barato.
Se me perguntassem hoje, o que meu pai me deu de aniversario aquele ano, eu não certamente não saberia responder, se perguntassem o que ele me deu quando eu fiz 18 anos, também não consigo me lembrar, se me perguntassem o que ele me deu, ate mesmo ano passado, saberia menos ainda.
Mas se a minha lembrança, que não me trai, não me deixa esquecer é aquele cheiro de pai, que remete a memoria carinho; ternura e cuidado; qualidades essas que sempre foram marcantes naquele velho malandro, que possuía todos nós sabemos, defeitos como qualquer outro. Mas que como pai nunca faltou, nunca deixou a desejar, salvo a vez que ele não me deixou ir ao estádio ver o jogo do Brasil.
Dentro daquele colo, eu olhava por cima para meus amigos, com imensa superioridade, e meus olhos diziam:
Este é meu pai!
Eu sabia que mais tarde ele chegaria em casa; mesmo que embriagado de bebida e cansaço; e me tomaria pelos braços novamente me chamando de Ito e pedindo para que eu levasse seus sapatos ate a área da dispensa.

Hoje, o que eu tenho é só a memoria, que às vezes pode ate me entristecer pela falta e pela saudade que de tão grande chega a doer. Mas que mais me alegra, por saber que foram trinta e poucos anos de orgulho por ter tido um remédio que sempre remediou os meus males. O A.S. de Aparecido Soares.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jogos Vorazes - em chamas; O Lobo de Wall Street; A Menina que Roubava Livros

Final de Semana...!
Sol de tirar pica pau do oco!
E na falta de uma piscina no fundo do quintal qual é a melhor coisa à fazer no tempo que sobra entre a academia de sábado e o show do Humberto Gessinger no domingo?
Certamente brincar com os filhos, masssss uma seleção de filmes também não é nada mal.
O dia e a noite transcorreu do viciante “Jogos Vorazes em Chamas”; (Gary Ross); passando por “O Lobo de Wall Street” de Martins Scorsese e encerrando pela madrugada no singelo e bonito “A Menina que Roubava Livros” cuja obra de Markuz Zuzak nas telas foi dirigida por Brian Percival.
Ao final da tripla e esgotante sessão; a sensação imperativa de resenha-los, e convenhamos ninguém merece passar a tarde de domingo resenhando filmes, não quando se tem um Corinthians x São Paulo em pleno Pacaembu.
E mais,  três filmes exige muuuuita sapiência, visão critica e o mais difícil de tudo: Tempo para escrever.
Os filmes apesar da disparidade imensa do tema trazem em sua essência por incrível que pareça mais similaridades do que aparentam e/ou imaginávamos e por que não uma resenha para os três?
Então vamos nós falarmos sobre as semelhanças das obras de 2013
Possivelmente a primeira delas, é a beleza perene de suas donzelas, a sempre tão bela Jennifer Lawrence, a pequena Sophie Nélisse e a estonteante Margot Robbie! são os colírios que suavizam as diversas “atrocidades” que compõem as tramas, entretanto o ponto incomum mais pertinente, certamente é o comportamento humano. Seja este na pobreza ou não!
A injustiça e a diferença entre classes é algo que nos faz pensar de forma poética e de bom agrado sobre “revolução”. E quando digo revolução, não digo destas rebeliões que assassinam fotógrafos em praças ecortam cabeças nos domingos de visita em presídios; mas sim de movimentos tais quais serviram de inspiração para o escritor Victor Hugo a escrever a obra “Les Miserables”.
Por que seres humanos, no estado de negros, judeus e pobres miseráveis não se revoltam contra seus vis ditadores? Ou contra aqueles que lhe impõem o sentimento de fraqueza e inferioridade seja por credo, cor, religião ou situação financeira ou time de futebol?
Em Jogos Vorazes, a população dos distritos mais abastados sofrem com a fome, em a “Menina que Roubava Livros” os judeus que se submetem a viver tais quais ratos escondidos em porões, e para finalizar temos a situação toda avessa de um milionário que não mede esforços e pouco se preocupa com valores para adquirir patrimônio e riqueza e dessa forma tocar o F*#@-$%, com sexo, drogas e todas as outras maravilhas que o dinheiro pode trazer.
É logico, que se fosse fácil, o pessoal ali do terminal guaicurus, já estariam criando barricadas e empunhando bandeiras contra o sistema de transporte publico de Campo Grande; o fato é que contra a revolução o Sistema tem uma arma muito proveitosa: a singularidade.
As personagens Katniss e a pequena Liesel; sabem bem disso, sofrem com as condições impostas pelo Estado e se tornam reféns e marionetes de um sistema inescrupuloso e nazista e interesseiro. Dessa forma realmente é difícil ir contra o código, sabendo que os feridos serão aqueles que você mais ama.
E assim transpassamos da ficção para o mundo real, e dessa forma, aceitamos impostos abusivos, corrupção de governantes e racismo e todo e qualquer tipo de roubo que existe no meio e na politica Brasileira.
E o que o nosso J. Belfort – o lobo de Wall Street tem haver com isso?!?
Simples - A pobreza!
Ele sempre sentiu a necessidade de ser milionário para não ter que se submeter isso, e confesso, do sofá da sala lá em casa, ate eu senti ódio por ser pobre, depois de ver tudo o que o dinheiro pode proporcionar.

Jogos Vorazes – Em Chamas
Eu sempre digo que está; não é uma obra prima, que contem erros gritantes de roteiro, mas é inexplicável como o filme é viciante, talvez seja o fato do Reality Show colocar o nosso ancestral e insípido BBB no chinelo, ou talvez pela beleza de Katniss, interpretada por Jennifer Lawrence (e não me canso de dizer isto); eu particularmente sou encantado pela Jeniffer Lawrence, mas confesso que em Jogos Vorazes - em chamas, quem me roubou a atenção foi (Jena Malone) com sua personagem Johanna Manson, cheia de vida, ódio, revolta e ousadia, e não foi só a minha atenção que ela roubou, conseguiu a atenção de Peeta, e gerou uma pitada de ciúmes em Katniss, que desenvolve em torno da trama, um cuidado todo especial por Peeta.
No final o sentimento que temos, não se sabe se raiva pela trama acabar com um imenso ponto de interrogação ou se é a ansiedade pelos próximos novembros que trazem a parte 1 e 2 da finalização da trama.


O Lobo de Wall Street
Se você já assistiu “Em busca da felicidade” e também assistir “O Lobo de Wall Street” assim como eu, vai se perguntar:
Por que diabos eu não virei corretor de valores?
O povo que ganha dinheiro fácil. É muita grana! E o filme gira em torno disso, de como o lobo J. Belfort gasta toda essa grana.
Interpretado por Leonardo di caprio, o filme é longo, mas nem de perto cansativo, e o pior de tudo que não da para sentir raiva do cara; é mais fácil sentir inveja; mesmo sendo ele um cafajeste, um viciado e um irresponsável.
Em um cenário de sexo e muitas drogas, o lobo leva a sua vida, não se pode dizer trapaceando, mas jogando sujo contra o sistema e se diverte muito em função disso, só pelas cenas sensuais de Margot Robbie o filme em si já valeria a pena; é bom tirar as crianças da sala antes de assisti-lo.

A menina que roubava livros
Se prepare para derramar boas lágrimas, mesmo aqueles já blindados por terem lido a obra de Zuzak, vão se surpreender.
Antes de apertar o play é bom se preparar para uma boa dose de tristeza e emoção e poucas chances de um final feliz. A ficção que é narrada pela morte e conta a historia da pequena Liesel (Sophie Nélisse) que abandonada por sua mãe, tem que lutar contra as atrocidades e as dificuldades da Alemanha Nazista.

O filme é belo em toda a sua essência, ronda no ar um gosto de poesia, que começa no cenário gelado da Europa de 1940. A fotografia é de ganhar destaque assim como a atuação dos veteranos Geoffrey Rush e Emily Watson. A Historia dispensa comentários, mas nos remete a pensar sobre a paixão que temos por aquilo em que acreditamos e por aqueles que deixam em nossa alma a leveza da existência.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Emicida - "O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui"!

"O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui"!
Hoje! Falo sem propriedade, pois de rap nada entendo!
Mas por ser este; um dos melhores álbuns eleitos em 2013; me atrevi na aventura nos perigos do rap!
E não é que valeu a pena!
Há muito tenho ouvido bem falar desse camarada ai
Emicida! Na minha tola opinião transgrediu do Rap à MPB de forma assim, sublime, sucinta e imperceptível.
O álbum dele consegue passar a mensagem do rap, sem ofender aos ouvintes, é desse tipo de álbum que pode tocar em qualquer lugar que reproduza som; a essência do samba também deixa sua marca. Com uma pá de gente bacana no álbum, como Pitty; MC Guimê e a participação da atriz Elisa Lucinda, que declama o poema Milionário do Sonho, que acaba sendo declamado entre uma musica e outra.

Vale a pena conferir.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Simples Assim!

Depois de seis meses, lendo e relendo sobre estoques, gastando um pouco do salario no restaurante do SESC; recebendo um monte de piadinhas no Whatsaap e lendo novamente sobre estoques, chegou a hora da Logística Reversa! Que apesar de andar de braços dados com a Logística Verde, não é a mesma coisa. Pelo amor de deus, não confundam, o Professor Ricardo Agradece.
Além de diferencial competitivo, a Logística Verde é uma forma de atrair clientes, que se preocupam com o bem estar. São muitas as empresas que agora, estampam com orgulho no peito o status de empresas preocupadas com meio ambiente, sustentabilidade, logística verde e logística reversa, bom seria mesmo, se isso tomasse a mente de todos, fornecedores, colaboradores, diretores e usuários; e todos passássemos a viver de forma sustentável, para que nossos netos e tartarugas não tenham que viver em condições piores das que temos.
Não que todos estejam fazendo isso por bondade e benevolência, alguns ate que sim, mas o fato é que fazer isso é pratico; gratificante e saudável, e se bem organizado ainda da rende uma grana no bolso. Sem falsa hipocrisia, de nada adianta sermões e teorias sobre sustentabilidade; e ter descansando no piso do quarto; um tapete de urso polar.
Salientar o quanto somos reféns do papel é o mais importante, e corrigir os hábitos. Simples Assim. As crianças de hoje em dia talvez não sofram desse mal, em um mundo todo digital, poucos tem contato direto com o papel; veem seus e-mails, dão suas risadas, mandam suas cantadas e tudo limitado ao “Touch” do celular.
Agora gerações de “eras” passadas, a qualquer historinha, besteirol ou informação juntam os dedos Mínimo e Polegar e pressionam as teclas CTrl + P; e lá se vai mais um galho de arvores para a carroceria de uma graneleira pelos lados do Amazonas. Exageros a parte, ate mesmo por que um eucalipto adulto é capaz de produzir uma pancada de folhas de papel A4; isso todo mundo sabe, principalmente o Leandro; o que poucos sabem; é que para produzir um quilo de papel, são necessários 540 litros de agua, agora imagem quantos quilos de papel as empresas gastam? Minha calculadora nem conseguiu fazer as contas.
O fato é que imprimimos quantias exorbitantes de papel, sem necessidade, por pura preguiça ou por mau habito, como deixar a cueca suja pendurada no banheiro, sabendo que o cesto fica atrás da porta.
Em todos os casos, o mal que fazemos é drástico e a falta de respeito é tremenda, imprimir, hoje em dia em sua maioria é desnecessário, e convenhamos: Lamentável.
Mudança de habito além de um filme muito engraçado é algo que precisamos inserir, quando o assunto é sustentabilidade, vai lá que não é tal fácil assim, ainda mais para os que já passaram da segunda década de vida, mas também não é nada do outro mundo. O barato é reavaliar esses costumes. Se não quiser jogar as cuecas no cesto de roupas, tudo bem, as mulheres existem para isso mesmo, mas pelo menos, diminua o consumo desnecessário tanto de papel, quanto de qualquer outro material; ao invés de imprimir, sei lá, crie arquivos digitais, além de ocupar menos espaço, não junta poeira e ainda a procura é bem mais pratica do que a convencional. E tudo isso por questão de hábitos. E o melhor. Economia! Espaço, grana e tempo! Olha só que coisa boa.
Configurar a impressora a impressora e visualizar a impressão antes de imprimir minimiza as chances de você perder papeis mal impressos, no caso apostilhas e/ou grandes quantidades; sempre usar os dois lados da folha, mais economia em espaço e papel outro lance bacana de ser feito, blocos de papeis com rascunho.
Enfim, são varias as formas de praticarmos a sustentabilidade e agredirmos menos o meio ambiente, é só policiarmos os nossos atos e costumes. Não precisa todo mundo fazer suas necessidades no quintal, ou sair por ai, “catando” latinha. A coisa é simples assim!

Com uma árvore é possível fazer 3.000 palitos de fósforo. Um fósforo é suficiente para queimar TRÊS MILHOES DE ARVORES”

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Logística Operacional - Guia Prático (José Antônio de Mattos Castiglioni)


Eu não sei se José Mattos Castiglioni não teve um “Super Nintendo”, não assistia episódios do “Chaves” ou se viveu 100 anos; o fato é que o colega em questão é professor de varias escolas e cursos de educação. Graduado em administração e pós-graduado em gestão, acumula em seu curriculum vitae especializações tais como: Contabilidade; Assistente Administrativo; Assistente Financeiro; Gestão de R.H. e Pessoal; Gestão Empresarial, Logística e Gestão de Processos Industriais; se tudo isso já não fosse o bastasse ainda tem carga para ser palestrante, o cara é quase uma samurai, e caro colegas, imagino eu devido as circunstancias que esse é um dos camaradas que norteiam as ideias do nosso professor Sergio Torres. Então talvez vale a penar tirar o livro da mochila e dar uma folheada nele, para os que não dispõem de tempo e paciência para tal, segue um resumo breve da obra.
Cap. I – Introdução a Logística Operacional.
Ganha um bombom da Luzia quem adivinhar o tema inicial do livro, mas não vale colar do Mateus... Adivinhou quem disse: “a Historia da Logística”, agora é só cobrar o próprio Mateus pelos bombons. Como se espera, a maioria deve saber que a logística teve inicio na época em que nossos antepassados boçais se entrincheiravam defendendo um ideal ou um território, e como muitas vezes as batalhas eram extensas e longínquas, eles tinha que se locomover por dias ate longas distancias, levar consigo, mantimentos, suprimentos e ate mesmo os nobres soldados, com o passar do tempo e com a evolução da tecnologia a logística passou a abranger em outros ramos, ainda sobre a influência militar. Foi depois da depressão americana em que ela começou a dar passos largos, quando só para variar os americanos tiveram a grande ideia de produzir e vender com lucros altíssimos.
Entre a década de 50 e 70, as empresas já tinham um olhar clinico para o marketing que se estabelecia entre as instituições educacionais. Essa orientação, entretanto não agradava a todos, que insatisfeitos voltaram suas atenções para a distribuição, setor ate então desprezado pela grande maioria das empresas, nesse contexto podemos citar Paul Converse e Peter F. Drucker
Em 1970, um projeto que visava à utilização do transporte aéreo para distribuição foi o evento-chave, levando em consideração a rapidez da entrega e a diminuição dos custos, sendo assim no final do capitulo temos a construção de um bom conceito do termo em que Logística é a área da administração que cuida desde a compra da matéria-prima ou mercadorias ate a entrega do produto acabado ou a mercadoria ao cliente, compreendendo recebimento, armazenamento, produção, separação, transporte e entrega na hora certa, no lugar certo, ao menos custo possível.

Cap. II – Gestão de Estoques.

Compre uma quantidade x de produtos, use o quanto lhe for necessário, o que sobrar pode chamar de estoque, é claro que eu poderia dizer isso de forma bem mais bonita e elegante, mas de fato estoque é isso ai, ele pode ser na forma de matéria prima, produto terminado, produto em processo, ferramentas para produção e reparo, embalagem ou suprimento, como se você fosse um produtor de jabuticabas, e guardasse semente, mudas, adubo, pá e enxada e claro um pote cheio de jabuticabas, pretas, grandes e deliciosas.
Mas como gerir isso e com qual finalidade? Segundo Jose Castiglioni são basicamente duas opções, a primeira quando objetivo é a produção continuada, almejando a produção sem riscos de parada e a segunda a de suprir vendas em que a preocupação é a sazonalidade da demanda, afinal você não quer deixar de vender jabuticabas, por não a tê-las em estoque. Certo?
Nos tempos de hoje, modernos, ate para vender jabuticabas é preciso levar em conta os indicadores, isso reflete na eficiência profissional e principalmente na grana que entra. E aqui entra a PMRE (vá se acostumando com as siglas, pelo visto, vamos ter muitas pelo caminho), Prazo Médio de Renovação de Estoque, que apesar do nome ser extenso e assustador nada mais é do que o resultada da formula (logo abaixo), não precisa arrancar os cabelos se você, assim como eu, tem pavor a matemática, tudo é muito simples quanto menor for o resultado, mas eficiente é a empresa em relação a administração de estoque.
PMRE =                       Estoques                                 .
CMV
 Olha outra sigla ai, CMV - Custo das Mercadorias Vendidas, e por falar em siglas, não podemos deixar de lado outro indicador importante o LEC (que nada tem haver com o funk chato e irritante) esse é o Lote Econômico de Compras e representa a quantidade ideal de compra, logo é ele que proporciona menor custo de manutenção e menor custo de aquisição, que sacada hein!!!
Por que comprar 100 mudas se você pretende plantar apenas 10 jabuticabeiras. No entanto, mesmo com a evolução de novas técnicas sofisticadas, programas informatizados, planejados e integrados a administração de material ainda assenta no tripé

Controle de Estoque
Compras
Almoxarifado

Imagino que uma aula sobre almoxarifado já foi o bastante para entendermos isso, e não se faz necessário a ajuda da Professora Dorys para tal.
Então vamos em frente, e já que citamos um velho jargão, lembram daquele: “1 é pouco, 2 é bom e 3 é demais”, exato, se aplica praticamente de forma perfeita quando o assunto é controle de estoque já que um estoque pequeno te deixa a beira do risco iminente de comprometer o suprimento de compra e um estoque grande demais compromete o Capital de giro. Dinheiro não foi feito para ficar parado, em prateleiras. Então qual a solução?
Vamos mais a frente... O descontrole de estoque da uma dor de cabeça tamanha, e a consequência é o aumento de custos e despesas financeiras, ociosidade de recursos e redução lucrativa.
Aqui entramos em Nivelamento de Estoque a condição ideal do fluxo financeiro dos estoques; o equilibro com o fluxo de consumo. Estamos falando de estoque mínimo. Que deve ser mensurado levando em consideração:
·         Os atrasos na entrega de fornecedores;
·         Variação na media de vendas;
·         Identificação de sazonalidade.

Resumo do capitulo II:
se você planejar mal, você possivelmente será incpaz de cumprir promessas de entrega, poderá ter um estoque maior que a demanda, não terá espaço para armazenagem e terá um aumento significativo nos itens de materiais obsoletos.

Agora tá tarde, eu preciso dormir, volto nos próximos capítulos falando sobre aquele monte de figura legal que tem lá.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O Prisioneiro do Céu (C. R. Záfon)

O prisioneiro do céu






O meu primeiro contato com C. R. Zafon foi em “o Jogo do Anjo”, de lá para cá já se passaram mais ou menos uns quatro anos, deste então foram quatro livros lidos do autor, e um que aguarda na estante.

Não dá para dizer que me tornei fã do cara, mas que gosto da sua escrita isso é inegável, O prisioneiro do Céu, não foge a habilidade de Zafon, pelo contrario, parece que o autor esta ainda melhor, a escrita é de forma tão agradável, que muitas vezes parecia que eu estava propriamente dentro da trama, como se fosse um expectador de tudo que acontecia em volta.

O livro é parte da tetralogia do cemitério dos livros procedido pelo famoso à sombra do vento e do próprio O jogo do anjo.

É valido ressaltar que cada livro pode ser lido separadamente sem que haja um conflito de entendimentos, mas é obvio que sempre a fios soltos que a obra posterior acaba engrenando e elucidando possíveis e quaisquer dúvidas.

Záfon é um mestre no quesito contar historia, seus personagens são riquíssimos, e muito bem construídos, a trama tem todo um suspense, sem que para isso o autor tenha que forçar a barra, ele surge de forma natural, e consegue inserir humor mesmo em momentos de pura tensão

Em o prisioneiro do céu, quem ganha muito espaço é Fermín, o ajudante da livraria Sampere, que cresceu junto à trama, Fermín revela os segredos, seus, da família Sampere e da própria vida em Barcelona, o leitor se depara então com sentimentos tão comuns do dia a dia, tal qual vingança, ciúmes e ganância é como se o livro possuísse em seu conteúdo vários contos; mas de forma tão interligadas que o resultado só poderia sair em um Best-seller; se não falo mais da obra em si, é para não cometer a indelicada proeza de expor spoiller, o que não da para deixar de lado é o fato de o livro não ter um clímax e também deixar alguns frestas que possivelmente serão explicadas no próximo livro de Záfon, que aguardamos com muita ansiedade.

sábado, 2 de março de 2013

Argo (Ben Affleck)

Não é difícil de compreender o motivo de tanto estardalhaço em torno do filme “Argos” e não precisei chegar aos créditos para saber que o filme é de qualidade acima do esperado; mesmo sendo interrompido por minha esposa a cada 15 minutos com perguntas sobre as crianças e o meu dia; totalmente vidrado nos 120 minutos de filme a minha frente; entre “pauses e plays” me deparei com a fascinante historia em que fiquei tentado a ir ate o final. O filme é daqueles que te deixam com os nervos a flor da pele e te dá aquela falsa sensação de estar afundado dentro da poltrona. O roteiro se baseia em uma historia real, em que os E.U.A. o Canadá e a C.I.A. esconderam com sucesso por quase 30 anos, e somente foi revelada em 2007 em um artigo intitulado “How the CIA Used a fake SCi-Fi Flick to Rescue American from Tehran” publicado pela revista Wired.


A trama transcorre sobre este que foi um dos maiores segredos de estado na historia, teve seu ocorrido no final da década de 70, que foi chamada a crise dos reféns, mas necessariamente em 1979, quando xiístas iranianos revoltados com o asilo político cedido pelos E.U.A. ao ex´-XA iraniano.

O fato central se dá quando seis diplomatas conseguem escapar sorrateiramente pelas portas do fundo da embaixada e conseguem se esconder na casa do diplomata canadense que Poe em risco a vida da sua própria família em prol dos americanos.

A situação começa a se complicar com a iminência da descoberta da falta dos diplomatas junto aos reféns, caracterizando assim, os mesmos como espiões o que os levaria ao fuzilamento em praça publica.

Tendo o estado americano a obrigação de intervir, não somente pela vida de seus conterrâneos, mas também pelo risco de inserir o Canadá nos mesmos riscos, os grandes esquadrões do governo discutem qual a melhor possibilidade de fazer a extração dos diplomatas, é neste cenário de conflito que entra em cena Tony Mendes, o responsável de maior patente dos E.U.A. quando o assunto é extração.

Tony que já vive seus problemas pessoais (o que seria um tremendo clichê, se não fosse a pura verdade), se reúne com os mandatários, a fim de solucionar e encontrar o melhor meio de salvar os americanos; tendo em vista a época de grande produções cinematográficas como Star Wars e Planeta dos Macacos, Tony sugere que a melhor forma de extrair os americanos é criar um falso filme que possa ser rodado nas terras desertas da cidade de Teerã, e fazer com que estes se confundam com pessoas da produção dos filme.

Com a ajuda de dois renomados nomes de Hollywood, a história se desenrola, não sem antes fazer cair pingos de suor da sua testa, o que vem depois são pura tensão e adrenalina, cada minuto que passa é um que você fica sem fôlego sem saber ao certo o que vai acontecer no final.

De lição se tira o aprendizado de que nem sempre se faz necessários créditos e gratidões para se fazer o bem, e que há mais sujeira embaixo do tapete do que você esta acostumado a ver pelos telejornais e pelas revistas semanais...

O filme foi considerado um dos melhores do ano e levou para casa três das sete indicações, incluindo melhor roteiro adaptado, melhor filme e melhor edição; levaria também a de melhor ator coadjuvante, com Alan Arkin que interpretou extraordinariamente o produtor hollywoodiano Leste; mas o páreo desta vez estava duríssimo e quem levou a estatueta dessa modalidade foi o também formidável Christopher Walts, por sua atuação em Django Livre, e cá entre nós! O meu voto seria para Wats.

No final ainda se tem uma citação de Marx, que deixa bem claro como são as coisas, mesmo que apresentada as avessas pelo produtor Lester, talvez ela nos plante um pouco de duvida, o que sempre é produtivo, quando toda uma nação esta submersa na estupidez.



“A história se faz primeiro como uma tragédia e depois ela se repete como uma farsa”

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Em breve...

...Comprou a passagem com o trajeto mais longe que havia, e passou a noite no ônibus percorrendo estradas desertas sobre a chuva. No dia seguinte fez o mesmo e assim, depois de dias inteiros em trens, caminhadas e ônibus da meia noite chegou a um lugar onde as ruas não tinham nome e as casas não tinham numero e onde nada e ninguém lembravam dele. ... Teve cem profissões e nenhum amigo. Fez dinheiro que logo gastou. Leu livros que falavam de um mundo no qual não acreditava mais. Começou a escrever cartas que nunca soube como terminar. Viveu contra a lembrança e o remorso



O Prisioneiro do Céu (C. R. Zafon)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Azarão (Markus Zusak)

A Menina que Roubava Livros” e “Eu sou o Mensageiro” são livros agradáveis, de narrativa leve e historias que buscam a comoção para o bem, em que os personagens normalmente se superam entre o caos do dia a dia. Ambos escritos por Marcus Zusak. O também autor de O Azarão, primeiro livro da trilogia dos Irmãos Wolfe. O livro tem como personagem principal Cameron Wolfe, um pervertido que vive aos braços das travessuras e tentativas infrutíferas de atrocidades e que só traz desgosto e problema aos pais. Cameron age impulsivamente e estimulado pelo irmão Ruben, que apesar de mais velho e incorrigível tal qual o caçula, ambos são os mais novos de uma família que luta pela sobrevivência e vê a cada noite o mesmo alimento no prato - Cogumelos. O livro se baseia no pensamento de Cameron em que este analisa as duas únicas possibilidades de sua “infeliz vida” ou se torna um perfeito delinqüente ou luta contra tudo e todos para se tornar alguém digno de respeito, e conseguir apenas ser amado por uma garota que seja realmente verdadeira, que não saia em pensamentos das paginas de uma revista pornográfica. Narrado pelo próprio Cameron, que sempre que pode conversa com o leitor, o livro tem inserções em forma de poesia dos sonhos de Cameron. Diga se de passagem que o livro é voltado para o publico Juvenil, mas acredito que o “tapa na cara” serve melhor para adultos que já passaram dessa fase da metamorfose e transformação que todo adolescente passa ante a fase adulta e que nunca se sabe o que se como; onde e quando vai ser! Qualquer aspecto da vida. É inconsistente alegar se o livro é bom ou ruim, antes de sair à continuidade da obra em que se espera o desvencilhar das tormentas dos personagens. O que fica evidente é a singela forma em que Zusak nos apresenta uma história sem muito conteúdo ou grandiosidade, mas que o faz de forma majestosa que entre paginas e paginas cativa o leitor que nesse momento já não se exaspera por grandes novidades, o pecado talvez tenha sido pela brevidade da obra, livro e leitores mereciam mais algumas paginas sobre os Wolfes cujo cotidiano tão singelo e comum fez despertar tantas fantasias na cabeça do autor. Lançado pela Editora Bertrand com 15 anos de atraso; esta foi a primeira obra de Zusak, que começou a escrever prematuramente aos dezesseis, quando ainda era um garoto introvertido no colegial, como mesmo sugere as orelhas do livro; que também citam a possibilidade de Cameron ser um alter ego do autor; adquirindo assim, ainda mais torcida para o incorrigível adolescente que ganha simpatia a cada round que se vê lutando ou apenas derrotado.